segunda-feira, 28 de julho de 2008

mercado

Hoje fui ao Mercado Público. A tempos que não passava por lá. Subi no segundo andar. Vi o brechó. Aliás, nem sabia que lá tinha um. Roupas usáveis e incríveis,realmente! Diferente do que minha mãe pensava: - Tudo velharia!
Lá encima, vi Restaurantes, muitos Restaurantes. Vi uma plaquinha azul colada na parede que dizia: “Proibido jogar restos de comidas nas pessoas de baixo. Sujeito à multa...” e blá-blá.
-êba! Bora cuspir, então! Q
Depois, minha mãe me convidou:
-Roberta, vamo toma um chopp? – Respondi que sim, com uma cara de dúvida. Sentamos nas cadeiras e logo o garçom chegou:
-O que vão querer?
-Vê um Chopp, respondeu ela.
-E pra ti, moça? – ele olhou pra mim.
-Uma Pepsi.
-Com gelo e limão? – a tal maldita pergunta, sempre.
-Não, só gelo, brigados.
Fiz questão de escolher o lugar mais perto da sacada, onde eu podia olhar as pessoas passando lá embaixo.
Fiquei olhando, imaginando o quão estranho seria, eu, tomar Chopp com a minha mãe. Comentei isso a ela, que logo me respondeu, em tom de risada:
-Ué, problema é teu! Mas, imagina, se tu já erra as coisas sem beber, imagina se bebesse!
Foi algo assim que ela falou, não lembro direito. Lembro-me que achei muito engraçado, e fiz uma risada retardada. Claro, tudo tem um contexto, embora tenha preguiça de explicar agora.
Voltei a olhar as pessoas que estavam lá embaixo. Pessoas apressadas, com caras cansadas de trabalho, nos seus dias de cão, ou quem sabe, atrás de algum emprego. Pessoas indecisas, com filhos pentelhando, vendedores(?) gritando suas ofertas das bancas, casais, mendigos, pessoas indo e vindo. E sujeira, muita sujeira. Diversas pessoas, com histórias diferentes. Vi uma pessoa com andar apressado, com cara fechada, ficava(ou ao menos tentava) a imaginar o porque daquela situação. Pensei várias coisas. Vendo aquelas pessoas indo e vindo, parecendo formigas, me lembrei dos Superguidis. Imagina, Mercado Público me lembra O Manual de Instruções. Se bem que, acho que qualquer outra música deles se encaixa. Aproveitei o barulho e cantarolei um pouco. TRI FODA! *-*
Acho que não conversei muito, aquele lugar me facinou de tal forma que não sentia a menor vontade de conversar, a não ser de observar. Aliás, poderia ficar até o resto do dia por lá. Mas foi só o tempo de tomarmos as bebidas (ui, não me diga!) pagarmos pra depois descer pela escada rolante. Chegando lá embaixo, estranho, não senti o mesmo que eu sentia, olhando lá de cima. Tudo diferente. Por que será? Duas ou três pessoas passaram por mim, dando pontapés.
-VAI PISAR A PUTAQUEPARIUS! - pensei.

sábado, 19 de julho de 2008

atracariria bem

Passei a maior parte da minha infância(??) lendo aquelas revistas que ensinam: "como agarrar o seu gato em 10 passos“, ou, “veja o que você precisa saber para ficar com o Reinaldo Giane-algumacoisa”, ou então “TESTE: veja quantos pontos você tem com o gato!!”. Seguia a risca, comprava todos os meses as tais revistas. Fazia os testes bem feliz, e assistia Malhação. (vamu ri galere1)
Pensava que, quando chegasse no segundo grau, tudo que aparecia na tv e o que eu lia, aconteceria comigo.
Bom, a oitava série acabou faz tempo, já terminei o segundo grau, e nada aconteceu. Me sinto estranha, como se eu não fosse feita pra isso, ou talvez seja crise. Mas, tenho comigo que, AMOR de verdade mesmo, é o da família, o amor incondicional.
- Só esse que eu me importo e acredito, afinal.
E que essa história de morrer de amores por alguém, que não seja da sua família, não existe. Não é sincero! Eu acho.. poxa, se bem que.. será que isso é verdade? Sempre me tiram pra mau comida nessa parte. Acho que nunca irei encontrar a pessoa certa pra sentir isso, talvez nem a pessoa errada.
Mas será que existe amor de homem para com a mulher? Aquela cumplicidade? Sem querer nada em troca. E essa história de ir pra festas, agarrar todos e sair sozinho? Qual o fundamento? Que porcaria é essa? Esquisitisses,oi. Será que nasci na época errada? (na verdade sempre me faço essa pergunta, mas a descarto, quando ouço Arctic Monkeys e Be Your Own Pet. Mas, logo, logo, ela volta). Aliás, será que naquela época dos Beatles era diferente? Quando ouço eles (além de lembrar daquelas meninas estéricas gritando o nome deles, usando vestidos rodados de bolinhas e cabelo pomposo) ainda tenho esperanças.. (qqq)
Bom, não importa, porque o negócio é ter amores platônicos: tu se encanta de longe, só olha, não conversa, inventa algumas coisas e pronto.
- Essa tal pessoa nem existe, afinal.
E depois, penso que tô dando atenção demais pra isso, algo que,agora, não deveria ter importância, sendo que recém fiz 18.
Mas, confesso que gostaria de saber como é ter aquela sensação engraçada, de frio na barriga (borboletas na barriga, que nem nos livros), ficar junto da outra pessoa, de se tocar, nem que seja só pra implicar, olhar constantemente pra essa pessoa, sabendo que ela sente o mesmo carinho por ti, ter alguém que se preocupe e pergunte como eu me sinto, como foi o meu dia, que me mande cartas, flores, que me dê uma caixinha de Clorets em forma de aliança (vi isso um dia, e achei tã-ão lindo), e que me dê conselhos também quando necessário, por que não? enfim, algo recíproco. Realmente, não sei como é, mas tá, eu tava lendo algumas coisas, e achei várias cartas! Me encantei com os desenhos, com o que diziam e a forma da letra também. Algumas que recebi e outras que eu escrevi, mas acabei não mandando. Me deu saudade (de novo?). Bom, agora, cabaram de anunciar o fim da greve dos correios, quem sabe, né.. :) oi
Quero que aconteça comigo, igual àquela propaganda do bombom.


OK, acho que já estou pedindo de mais.
Na dúvida, me contentarei com os livros velhos/rasgados de biblioteca de escola, beijos ;*

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O Manual

Às vezes penso nas maneiras de como dizer o quanto eu gosto da pessoa. É complicado pra eu dizer, até pros amigos, uma vez que podem não entender o que disse, ou então, pedir preu falar mais alto. Tento, nos gesto mínimos, nas coisas simples que eu faço, nas demonstrações de carinho e coisa e tal. Mas, mesmo assim, as pessoas não entendem. Ou será que entendem? Tem algo ruim em querer ficar a maior parte do tempo perto das pessoas que gostamos? “Fica mais um pouco!” Acho que tem, ainda mais quando se trata de uma pessoa tão insistente como a mim. É, isso aí, insistência, essa é a palavra! Uma dia, me disseram que, às vezes, o melhor a se fazer é não insistir. Mas, e seu julgar importante? E se eu achar que devo? Ou será que eu ando me preocupando com coisas sem importancia? Pra mim,não são! O fato é que eu nunca sou tão importante pra pessoas, assim como elas são importantes pra mim. Ao menos é isso que eu sinto,é isso que elas me passam. Talvez o meu jeito de gostar seja diferente,não sei. Não que eu seja diferente! Acho que sou tipo um grudi,um chicléte,uma bosta no tamanco. Ninguém gosta disso,definitivamente! Isso é tão ruim. Me sinto uma ameba. É como se eu fosse uma criança, um nenê,enfim, que se deslumbra com tudo que vê de diferente pela frente, que pede atenção dos adultos que estão ocupados conversando. Quando penso nisso, me sinto uma bocó, que fica apertando na mesma tecla inumeras vezes. “Não insistir!” Se ninguém quiser ir com você, vá sozinha! Se não sente mais vontade de ficar, então, não fique, oras! Tenho de me acostumar com isso. Sou do tipo de pessoa que deixa de atender a outros compromissos, por alguns minutos de conversa com uma companhia boa. Mas, imagina, isso não pode! Acho que espero de mais das pessoas, espero o mesmo carinho de volta. Isso é muito chato. Como faz pra ser importante pra elas? Enfim, como faz pra fazer a diferença na vida da outra pessoa? Aí, é que vem o Manual de Instruções! Se essa coisa existisse seria mais fácil, talvez esquisito, mas seria menos dolorido(??)! Ah, pensando bem, até seria sem graça. Mas, então, que houvesse um meio mais fácil de saber como chegar no coração da pessoa!(hãm?) Algo como uma fórmula certa, uma palavra mágica, ou até mesmo uma chavezinha. O fato é que eu sempre acabo desistindo, mas dessa vez, eu não quero, juro que não. Algo me diz que eu não devo, ainda não descobri o que é, o porquê. Realmente, não tem como explicar.